Sim. Eu tentei. Mas não pude evitar o trocadilho. O FETO nasceu, cresceu e virou gente grande. Dá para ver nas nucas dos ônibus, nos teatros, museus, parques, praças, espaços culturais e bares da capital. A cidade toda, tomada pelo Festival. Tem gente para todos os gostos, de diferentes estados, idades, raças, credos, situações sociais e com diferentes experiências para compartilhar. E é em clima de troca que a 10a edição vem sendo levada.
Neste ano, uma das ações promovidas pelo FETO foi o encontro realizado no segundo dia do Festival (22.10), com representantes dos grupos Abreu a Cena (Belo Horizonte/MG), Quereres (São Paulo/SP) e do Grupo Brinquedo Torto (Santo André/SP). A proposta partiu de integrantes do Abreu a Cena, a fim de promover o contato com outros participantes do FETO no espaço onde a maioria deles mora, o bairro Ribeiro de Abreu. A reunião foi sediada pelo Núcleo de Prevenção à Criminalidade do Programa Fica Vivo! [1]. O Programa articula arte, cultura, educação e esporte para afastar os jovens da violência e das drogas. Assim como o Abreu a Cena, que nasceu na Oficina de Teatro do Programa Fica Vivo!, o Quereres também veio ao mundo a partir de iniciativas de cunho social, no Projeto Arrastão[2]. A instituição, sem fins lucrativos, promove o desenvolvimento comunitário no bairro do Campo Limpo em São Paulo.
A identificação foi imediata. Os mais jovens, do Abreu a Cena, pareciam visionar um futuro promissor espelhado na presença de grupos mais experientes e de fora do estado. Washington Gabriel, do Quereres, um dos participantes do Projeto Arrastão se disse emocionado ao recordar de um passado não muito distante. E durante a roda de conversa declarou: “Comecei assim [referindo-se a um dos atores do Abreu a Cena]. Hoje estou aqui em Minas, com o segundo espetáculo do Quereres. É muito gratificante!”
Durante o dia passamos por uma Oficina de Grafite, comemos pão de queijo com Mate Couro, ouvimos um pouco sobre o funcionamento do Programa Fica Vivo! e do Projeto Arrastão e terminamos com um ensaio aberto do espetáculo TragédioNation! – contemplando os visitantes que não poderiam assistir à apresentação, dentro da grade do Festival, devido à incompatibilidade de datas. Deixando os formalismos de lado, foi maravilhoso e enriquecedor. Certamente, de grande importância no processo de formação de todos os participantes da ação. Uma proposta surgida durante o FETO e para o FETO, com o objetivo de fortalecer o caráter de compartilhamento e construção de redes no Festival. Fica aí a sugestão para as próximas edições!
Isaque Ribeiro
Texto extraído do site do Festival: http://www.fetobh.art.br/?p=1212
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